Excelente! Chegou a hora de colocarmos as mãos à obra e subir o laboratório da Raem Labs. Se você quer ter um controle profissional sobre chamados, inventário e ativos de TI, o GLPI é a ferramenta de código aberto definitiva. E a melhor parte? Vamos fazer isso do jeito moderno.
Como já temos um servidor Debian operando na nossa rede (no IP 192.168.1.74), a maneira mais robusta, limpa e escalável de instalar o GLPI é utilizando o Docker Compose. Nossa stack incluirá o MariaDB, garantindo a performance ideal e segura que o sistema exige.
A grande vantagem dessa abordagem é a facilidade de migração e backup. Ao isolarmos a aplicação em containers, você nunca mais precisará se preocupar com dependências quebrando o seu sistema operacional host.
Passo 1: Acesso e Preparação do Diretório
Primeiro, acesse o seu servidor via SSH diretamente do seu terminal principal:
ssh seu_usuario@192.168.1.74
Agora, vamos criar uma estrutura de pastas organizada. Isso é fundamental para manter os arquivos de configuração do Docker e os volumes de dados isolados:
sudo mkdir -p /opt/raemlabs/glpi
cd /opt/raemlabs/glpi
Passo 2: O Arquivo Docker Compose
Dentro do nosso novo diretório, precisamos criar o arquivo de orquestração. É ele que vai ditar as regras para os nossos containers.
sudo nano docker-compose.yml
Cole a stack abaixo no editor. Preste atenção nos volumes mapeados:
version: "3.8"
services:
mariadb:
image: mariadb:10.11
container_name: glpi-db
restart: unless-stopped
environment:
MYSQL_ROOT_PASSWORD: raem_root_password
MYSQL_DATABASE: glpidb
MYSQL_USER: glpi_user
MYSQL_PASSWORD: raem_glpi_password
volumes:
- ./glpi-db-data:/var/lib/mysql
networks:
- glpi-net
glpi:
image: diouxx/glpi:latest
container_name: glpi-app
restart: unless-stopped
ports:
- "80:80"
environment:
TIMEZONE: UTC
volumes:
- ./glpi-data:/var/www/html/glpi
depends_on:
- mariadb
networks:
- glpi-net
networks:
glpi-net:
driver: bridge
- ./glpi-data: Garante que seus plugins, anexos e relatórios fiquem persistentes no disco do host.
- ./glpi-db-data: Protege o seu banco de dados, sobrevivendo a reinicializações e atualizações.
Passo 3: Deploy da Infraestrutura
Com o arquivo salvo, é hora de trazer nosso laboratório à vida rodando a stack em background:
sudo docker compose up -d
Dica rápida: Sempre verifique os logs para garantir que o banco de dados inicializou corretamente e está pronto para conexões.
sudo docker compose logs -f
Passo 4: Instalação e Acessos Iniciais
Volte para o seu computador de trabalho e acesse o IP do servidor direto pelo navegador (http://192.168.1.74). Siga o assistente de instalação visual do GLPI.
Quando o instalador solicitar as credenciais do banco de dados, utilize exatamente as variáveis definidas no nosso arquivo compose:
- Servidor SQL (Host): mariadb (O Docker cuida da resolução DNS internamente)
- Usuário: glpi_user
- Senha: raem_glpi_password
- Banco de Dados: glpidb
Ao finalizar, o GLPI irá gerar as seguintes contas padrão de sistema:
| Nível de Acesso | Usuário | Senha Padrão |
|---|---|---|
| Administrador Geral | glpi | glpi |
| Técnico (Helpdesk) | tech | tech |
| Usuário Normal | normal | normal |
| Apenas Abertura de Chamado | post-only | postonly |
⚠️ Alerta de Segurança: Logo no seu primeiro acesso, remova o diretório/arquivo de instalação conforme o aviso no painel e altere IMEDIATAMENTE todas as senhas padrão listadas acima.
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